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segunda-feira, novembro 10, 2003

A falta de sensatez 

Curioso o artigo publicado recentemente no Público sobre um “...arrojado - e controverso - negócio que a Câmara de Gaia, através da empresa municipal GaiaSocial, pretendia realizar com parceiros privados, tendo em vista o desenvolvimento de um projecto imobiliário em Vilar do Paraíso, [que] poderá, afinal, ficar em águas de bacalhau. Quem o diz é o vereador da autarquia e presidente da GaiaSocial, Jorge Queiroz.

Mais ainda informa-nos que “...de acordo com o presidente da GaiaSocial, a engenharia ... deste negócio ... passava pela apresentação de garantias que demonstrassem que era possível construir aquele empreendimento na Telheira, o que também não foi possível, uma vez que, segundo o PDM (Plano Director Municipal), aqueles terrenos destinam-se apenas à construção de equipamentos, havendo ainda uma parte que está classificada como Reserva Agrícola Nacional.

Definitivamente, O Incauto está perdido no meio desta parede de betão em que se transformou uma simples página de jornal...

Então a GaiaSocial, empresa municipal criada para a resolução do problema da habitação social no concelho, anda a planear com privados, negócios para zonas classificadas no PDM como RAN ?

Meu caro Dr. Queiroz, é senso comum que nestas zonas (ainda) não é possível construir projectos imobiliários.... esse terá sido um dos grandes motivos que levaram à implementação dos tais PDMs e, caso a dúvida o assalte, queira p.f.v. dirigir-se ao seu colega de executivo, o Sr. Eng. Poças Martins, vereador do Urbanismo que, concerteza, o poderá esclarecer cabalmente.

O mais caricato disto tudo é que o negócio, que afinal já não é negócio nenhum, foi aprovado pelo executivo e pela assembleia municipal.

É caso para perguntar: Mas por onde andará a sensatez destes indivíduos?

O Incauto

Não voltarei 

Jorge Queirós, vereador da CMGaia, vai despedir-se da autarquia no final do mandato.

É o próprio quem o afirma em entrevista ao O Comércio de Gaia na sua edição do passado dia 6.

«...Não tenciono fazer outro mandato. Se o país fosse outro, talvez eu tivesse vontade de fazer outro mandato, mas no actual contexto político não...», afirma o autarca prosseguindo com «...vou aguentar o período mais difícil, o da transição. O país bateu tanto no fundo que o que vier a seguir nunca poderá ser pior...».

«...Fiz o melhor que pude e soube», afirma o autarca.

É caso para se perguntar: missão cumprida ?
O Incauto

sábado, setembro 20, 2003

Setembro quente, ventos alísios pela frente.... ooops, ou serão elísios ?! 

Para onde sopram os ventos alísios neste final de verão ?
Percebe-se que os elísios estão desnorteados...

Meteorologias à parte, os elísios da política gaiense lançam a 'foice à seara' e, sem querer meter a minha foice em seara alheia (valha-me Deus!), a verdade é que o cereal anda corroído, está bichado! (eu não disse abichanado.... não, ainda não chegou a gaia... pelo menos ao olhos de um cidadão incauto).

Parece-me que o melhor é seguir a ancestral sabedoria do povo, que diz (mais ou menos): com estes elísios, nem bom vento nem bom casamento.

Com estes, não !

A minha pena 

Querido partido,
como eu gostava de te legar aos meus filhos jovem e vigoroso,
mas temo que de ti só restem os ossos, tal é a força dos abutres.

Querido partido,
da minha juventude,
pudera eu construir-te outra vez mas os elísios são mais fortes e a minha pena amortece-me.

Já não te sinto como antigamente.
As notícias já não falam de ti, falam daqueles que dizem que te seguem.

Os que te amam têm vergonha.
Assim te encontro, partido, por gaia.

quarta-feira, setembro 17, 2003

As nossas jantaradas 

A acção de convidar e convocar pouco têm de semelhante. Aquela está mais para o amigável. Esta está mais para a intimação.

No entanto, existe algo de comum entre estas duas acções: o desafio !!
A primeira desafia com consideração e apreço.
A segunda desafia á comparência e ao acatamento.

São, portanto, duas formas bem distintas de actuar.

Por exemplo, num jantar entre amigos, convida-se para momentos de boa disposição. Nestas alturas, confraterniza-se com consideração e apreço.

Noutro exemplo, num jantar entre conhecidos, convoca-se e espera-se que nada azoe, entonteça ou agaste os comensais (é quase certo que a introspecção pessoal debruça-os mais para o lado da posta de vitela). Nestas alturas, acata-se e comparece-se para a confraternização.

(...)
Infelizmente, alguns indivíduos estão e estarão sempre convencidos que foram convidados....

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